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Google · 20/10

O Gemini já tem uma área só para pequenos negócios

A Google juntou no Gemini a marca, as contas e as apps de um pequeno negócio. A Meta fez o mesmo no Muse três semanas antes, mas só nos EUA e no Canadá.

Morgane, ceramista em Bordéus, a preto e branco (foto: Google)

A Google abriu no Gemini, o seu assistente de inteligência artificial (IA), uma área só para pequenos negócios. Segundo a Google, o Gemini já é usado por dezenas de milhões de donos de pequenas empresas. A novidade, anunciada a 20 de outubro, junta três coisas numa página própria.

A marca. Basta dar ao Gemini o site, o manual de marca, as fontes ou as cores. A partir daí, cada imagem que gera com o Nano Banana 2.1, o modelo de imagem da Google, sai no estilo da empresa: lançamentos de produtos, campanhas, publicações para as redes sociais. Já não é preciso explicar a marca em cada pedido.

As contas. O Gemini lê folhas de cálculo, recibos e registos de compras e transforma-os em gráficos e modelos que se podem mexer. Trabalha sobre os ficheiros que recebe: alguém tem de lhos dar.

As apps. Liga-se ao Perfil de Empresa do Google, ao Google Ads e ao Google Workspace, e também ao Adobe, Canva, Dropbox, Shopify, Wix, Zoho e Xero. Nenhum dos programas de faturação mais usados em Portugal, como o PHC, o Primavera ou o Moloni, está na lista.

Um dos exemplos da Google é a Morgane, ceramista em Bordéus e dona da Bleu Clémentine. Usa o Gemini para as descrições das peças, a newsletter e as redes sociais, e diz poupar duas a três horas por dia. A Google diz que a área está a chegar nos próximos dias a todos os utilizadores da app Gemini, em todo o mundo.

A Meta chegou três semanas antes. A 29 de setembro, o Muse, o agente de IA da Meta, ganhou uma versão para pequenas empresas. Recebe um objetivo, como encontrar clientes novos, analisa os anúncios no Facebook e no Instagram e prepara a campanha seguinte. Liga-se a 15 apps e pede aprovação antes de publicar ou pagar. É grátis no uso normal, mas só existe nos EUA e no Canadá.

O que muda para uma empresa. A ferramenta está pronta. Falta escolher as tarefas que lhe passamos e ligar-lhe os dados certos. Sem isso, o Gemini fica a escrever publicações, e as faturas, as encomendas e os emails continuam a passar pelas mesmas mãos.

Fontes

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